quinta-feira, 10 de setembro de 2009

ESTILO, COERÊNCIA E COESÃO TP 5

CADERNO DE TEORIA E PRÁTICA
Demos início à oficina com uma reflexão sobre estilo, coerência e coesão na tessitura do texto, nos aspectos de construção de sua coerência para a formação que conduzam a ações de preservação da idéia e tema principal do texto em si mesmo ou elementos lingüísticos que em um texto vão retomando as ideias para dar continuidade aos sentidos textuais por meio de elos coesivos.
Nesse aspecto, nossas discussões assumiram um papel importantíssimo e crucial nos elementos sintagmáticos ou lingüísticos que estabelecem uma conectividade e retoma como referentes textuais, assim, garantem a coesão do texto e imprimem a ótica de mundo do autor. Refletimos a afirmativa de Koch (2005) que os “elementos referenciais os itens da língua que não podem ser interpretados semanticamente por si mesmos, mas remetem a outros itens do discurso necessários às sua interpretação”¹. A coesão textual. 20. ed. São Paulo: Contexto, 2005.
Nestes aspectos lingüísticos discutimos e debatemos a retomada de substantivos por pronomes, substantivos e advérbios resumindo idéias que articulam, compõem a cadeia coesiva que para o discente a nomenclatura não é muito importante, mas é necessário que o aluno reconheça algumas ideias expressas de diferentes maneiras e estão ligadas por laços lingüísticos que orienta a tessitura do texto. E uma vez elaborado deverá subsidiar o aluno com pistas para que ele da continuidade de ideias ao (re) construir adequadamente pelo leitor.
Além disso, as discussões e reflexões dessa oficina foi coerência textual que é a construção do texto a partir da articulação entre informações do texto e conhecimentos prévios que o leitor tem sobre o assunto. De modo, a construir, uma intertextualidade e utilizar a linguagem verbal, e não verbal a associar análises, significados, elementos sintagmáticos ao decorrer das atividades propostas seja em textos “orais” ou escritos.
As experiências relatadas pelos professores foram as mais diversas possíveis. Então tratarei de relatar as mais pertinentes ao programa para que aqui possa servir de orientações e reflexões sobre os aspectos positivos e negativos observados.
Os professores relataram que seus alunos tiveram dificuldades em produzir textos ou diversos gêneros textuais, sabem reconhecê-los em algumas situcionalidades, mas não conseguem produzir com coesão e coerência alguns desses, pois suas produções apresentam deficiências de conhecimentos prévios do tema abordado ou articulado em debate.
Durante a aplicação das atividades do avançando na prática ou outra atividade escolhida e aplicada pelo professor cursista os pontos positivos foram: aceitabilidade, interação entre texto/autor/leitor e professor, reconhecimentos de algumas classes de palavras, intencionalidade, situcionalidade, os aspectos negativos apresentados foram de inferências, leitura inferencial que é feita ainda parcialmente, e leitura avaliativa ainda encontram-se dificuldades em dar sentidos apresentados pelas linguagens: verbal ou não verbal que são recursos estilísticos utilizadas pelos gêneros textuais ou ilustrações de obras literárias.
Retomamos a discussão da oficina no questionamento o que é linguagem e o uso da língua como forma de expressão e comunicação entre interlocutores? Com base nos estudos propostos e complementares, verificamos destarte que a linguagem não é somente um conjunto de palavras faladas ou escritas, mas também de gestos e imagens. Portanto, não nos comunicamos apenas pela fala ou escrita, assim, com os gestos também. Discutimos aqui que a linguagem pode ser verbalizada, e daí vem à analogia ao verbo, desse modo, a nomeação de tudo que existe pelo nome, daí uma classificação das classes de palavras.
Assim, verificamos que a linguagem pode ser não-verbal, ao contrário da verbal, não se utiliza do vocábulo, das palavras para se comunicar. O objetivo, neste caso, não é de expor verbalmente o que se quer dizer ou o que se esta a pensar, mas ao utilizar outros meios comunicativos em textos publicitários como: figuras, gestos, danças, placas, cores ou signos visuais têm o objetivo de persuadir o consumidor para a compra. Os objetivos aqui discursivos foram estabelecidos nas relações de sentido e significação tanto com os elementos que os antecedem como com os que os sucedem, construindo uma cadeia textual significativa. Essa coesão, que dá unidade ao texto, é construída e se evidencia pelo emprego de diferentes procedimentos, tanto no âmbito lexical quanto gramatical.
Concluímos, portanto, que o estilo, a coerência e a coesão são elementos firmados nos elementos lingüísticos que firmam dar idéia num texto que vai além da sintaxe, mas que envolvem a semântica e pragmática.

sábado, 5 de setembro de 2009

PAIXÃO PELA ESCRITA

Minha paixão pela leitura começou desde que aprendi a ler e escrever, o que não foi precoce, li tudo que estava ao meu alcance. Assim, fui-me tomando gosto pela leitura e tendo os primeiros contatos com a ortografia, fonologia e morfologia. Às vezes, paro, lembro-me que o interesse pela leitura me despertava pela capa atrativa do livro, jornais, em seu aspecto gráfico e artístico. Sempre gostei de ler livros, jornais, revistas e bulas de remédios, pois sempre fui fascinado para saber o que estava escrito, e o que mais li nessa época foi rótulos de absorvente “Sempre Livre”.
Gosto de ler fontes diversas que desperta me curiosidade, além dos livros escolares, li histórias infantis e romances. Mas os livros que mais me faz ler e descobrir o verdadeiro significado da ortografia é o dicionário e a Bíblia por serem simples e formidáveis, para mim, são livros maravilhosos, que todos deveriam ter por razões pessoais e religiosas. E outro que gostei de ler foi à obra de José Olímpio “Primeiras Lições de Amor”.
Antes de saber ler, nas noites de lua “clara”, no terreiro, meus pais, minha avó Antônia e vizinhos sempre sentavam em roda para contar alguns casos, histórias, adivinhas e cantigas de roda, além de algumas brincadeiras que eu e meus amigos divertíamos a beça. Desse modo, despertou em mim, a curiosidade pela leitura e a escrita de diversos gêneros textuais e pelas tipologias existentes nos dias da minha concepção da leitura a até a presente data.
Pela falta de oportunidade, ao concluir o Ensino Médio, consegui fazer uma experiência como professor regente de uma classe da terceira série primária. Aos poucos fui tomando gosto e amor pelo trabalho. Logo após dois anos de efetiva vocação, optei pelo prazer de ensinar e aprender ser um professor: fiz o magistério normal. Então, entre esses velhos livros de família, as gramáticas, sobretudo ganha um especial lugar em minha vida, me seduz propondo ir à procura de letras musicais ambíguo para avaliar enriquecer o espírito crítico e analítico do meu ser.
Sempre fico triste quando alguém me diz que não gosta de ler, que é chato, ou se ler não entende, paro e fico a pensar como essa pessoa não pode conhecer outras coisas através do hábito de ler e compreender o que havia lido.
Aprender a ler e escrever é descobrir o mundo fantástico das letras em seus contos, fábulas, histórias que nossos pais nos contam enquanto criança.

domingo, 30 de agosto de 2009

OFICINA E PROCESSOS DE ESCRITA I TP4

Nas oficinas desta TP 4 as discussões que pautaram nosso debate foram às experiências vivenciadas pelos professores cursistas com os seus alunos que não lêem, e quando ler não compreende o texto.
Quando todos analisaram as atividades do avançando na prática dentro da sala de aula foi notável a necessidade da leitura como processo básico da produção, ressaltaram que por mais que nossos alunos que lêem, não conseguem se informar através da leitura. O ler, o interpretar, o compreender e o produzir tem que ser um exercício diário na sala de aula por todos os professores com seus alunos e isso faz com que os representantes de outras disciplinas acreditam que só professor de língua portuguesa que deverá ensinar o letramento.
Dentro do fórum foi citado o autor Carlos Alberto Faraco (2003), que afirma: “não basta praticar a leitura, a escrita e o falar, juntos com esta e para garantir sua eficácia é importante adquirir um saber que e a linguagem verbal”. É preciso trabalhar o aluno lapidando-o para a oralidade e a linguagem verbal.
Para gerar discussão os professores alunos sempre dividem a turma em pequenos grupos que eles desenvolvam os objetivos propostos, mas alguns não conseguem por não participar das atividades de maneira ativa por ser tímidos, ou sentir constrangido no ato de expor conhecimentos.
Com o avançando na prática, os professores relataram que a cada atividade aplicada durante sua execução puderam perceber que eles apreenderam novas técnicas que auxiliarão em ações futuras e que poderão levar os alunos a refletirem comportamentos e atitudes, possibilitando novas formas de pensamentos e atuações em seu meio social.
Os professores enfatizaram que sempre trabalham teoria e pratica simultaneamente e durante a realização das atividades do avançando na pratica a linguagem oral e escrita versam entre si para atender as exigências significativas dos alunos em fundamentar seu conhecimento e servir-se dos saberes lingüísticos.
Os tipos de leituras mais exploradas foram: grupal, silenciosa e em voz alta.
Os professores em suas discussões perpassaram os muros da escola de modo a contemplar a formação do aluno enquanto cidadãos atuantes que refletem sobre os papéis sociais e suas intencionalidades e de que a conscientização e a educação são fatores que fazem o homem a viver e conviver em sociedade.
Nas atividades aplicadas em sala de aula sempre a primeira leitura é em voz alta, em seguida uma interpretação oral e outra escrita. Reconhecemos que as produções de textos e conhecimentos lingüísticos não devem ser abordadas de maneira isolada, mas sim como um todo indivisível.
Depois de ler o texto ou as atividades propostas no avançando na prática muitos alunos tiveram dificuldades em identificar a temática do texto e fazer comparações entre eles. Alguns alunos não tiveram facilidade em distinguir e fazer relações entre dois textos e o que eles tinham em comum, a tornar necessário a orientação do professor através de indagações pertinentes aos objetivos propostos para eles chegarem a conclusão da temática do texto. Já os demais, identificaram sem muita dificuldade o tema dos textos, respondendo com facilidade as questões propostas.
Desse modo, as oficinas foram estimuladas pela confiança mútua e respeitosa, foram feitas indagações pertinentes sobre o que é leitura. No geral os professores cursistas disseram que não havia chegado a uma conclusão prática de leitura nesse instante comentei que leitura é como uma vidraça transparente que você conhece o ato de ler, mas não domina e nem saber como quebrar a barreira para dar continuidade e avançar na prática. Porém, só se estabelece e cria leitores quando você ler e ensina a ler os alunos. Percebem se a leitura fluente com oratória nos alunos que vão passando de série e avançando em seus estudos após anos de conhecimentos adquiridos. Portanto, ler é obedecerem aos sinais de pontuações que regem partes da compreensão dos enunciados.
Alguns dos professores perceberam e se deram conta de suas necessidades teóricas ou aparato teórico mesmo antes da oficina por pesquisar outros autores que escrevem sobre o tema leitura e processos de escrita.
As analises de gêneros textuais dentro da sala de aula foram finitas, mas abrangentes ao termo de complexidade dos alunos por ainda estarem e viverem limitados a um mundo linguístico social pequeno. Por ainda não serem bons leitores assíduos a literatura ou quaisquer outros gêneros ou tipologias textuais que circulam na sociedade. Entre eles o mais discutido, analisado foi o publicitário que misturam linguagem visual e verbal, assim bem como a tira, a charge e as historinhas em quadrinhos.
Nas oficinas conversamos sobre o gênero publicitário no mundo da aldeia global orientando e conscientizado sobre o consumo em massa paralelamente com o desperdício de alguns produtos.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

OFICINAS UM E DOIS DA TP 3

1ª OFICINA DA TP3 GÊNEROS E TIPOS TEXTUAIS
No dia 23 de maio de 2009.
Nessa primeira oficina os professores falaram que selecionaram as atividades de acordo a necessidade de ampliar o repertório linguístico e textual de seus alunos. Com essa preocupação pensaram em fazer a escolha de um tema que fosse pertinente e realmente trabalhasse ações do cotidiano da sociedade moderna. Então, no geral a maioria escolheu o tema: trabalho. Por nas figuras, cenas ou retratos terem ações e exigirem de nós um conhecimento de mundo proletariado.
O tema escolhido foi trabalho, segundo os relatórios e discussões feitas nos grupos, os professores disseram que levaram para a sala de aula jornais, revistas e alguns livros. Colocaram-os sobre a mesa e pediram aos alunos para pegar aquilo com que eles tivessem mais afinidades. Após todos terem pegados os recursos, perceberam que os alunos não haviam pegado nenhum livro. Em seguida pediram eles para passar as páginas até o final do suporte textual. E no segundo momento retornassem ao inicio para que eles desfolheassem novamente e recortassem dos jornais, e revistas gravuras ou fotos que retratassem “labor”.
Desse modo, iniciou a aula com as seguintes indagações: O que é trabalho? Podemos afirmar que tudo que fazemos por remuneração ou não é trabalho? Que tipo de trabalho é retrato nas figuras que vocês estão em mãos? O que tem haver uma com a outra?
Os professores perguntaram-me que outra sugestão eu teria para indicar para eles a não ser a sua opinião então, eu disse que após desenvolver a atividade com seus alunos sobre trabalho eles passassem a música Garoto de Aluguel de Zé Ramalho e perguntassem: “A profissão de prostitutas ou garotos de programa pode ou não ser consideradas profissões? Por quê?”
Após esse levantamento de dados orais e apresentações das profissões descritas foi percebido que as maiores dificuldades encontradas pelos alunos foram de redigir textos que circulam na sociedade. E a dificuldades de alguns professores foi em como fazer a intervenção pedagógica acerca da produção dos gêneros textuais escolhida pelos alunos.
E uma das maiores dificuldades é fazer com que o aluno criasse um eixo temático entre os diversos gêneros textuais produzidos e que há entre um e outro apesar das peculiaridades.
Nessa perspectiva o professor pensou em selecionar os suportes e o material didático concreto para os alunos, mas possibilitou-os a reconstruir conceitos pela interação competência sociocomunicativa e ao mesmo tempo apreender a competência lingüística de maneira lúdica, e prática ao elaborar, criar um texto com um eixo comum e que já existe.
Em seguida o professor usou as leituras objetivas e inferenciais. Mas não trabalhou com a leitura alusiva e ao perceber-se essa ausência eu em diálogo falei aos professores que o aluno ao passar de séries tem a necessidade de aprender fazer uma ligação de permanência de conhecimento de mundo com conhecimento de textos a um novo texto que ele esta lendo ou produzindo.
A TP3 em suma tem sua criação numa linguagem simples, objetiva e coerente e isso para os professores está sendo uma das mais graciosidades no processo de ensino-aprendizagem por ter uma linguagem eficaz ao processo de aprendizagem de si e do aluno.
Percebe-se que os professores já planejam suas aulas com critérios definidos num padrão do plano de curso e o Gestar II veio para somar competências e habilidades dos professores e alunos.
No entanto, os professores têm uma acepção de língua enquanto um idioma, de uma sociedade, alguns de um sistema organizado da própria língua. O que precisa ser mudado é saber definir a língua como um código arbitrário e não universal.


2ª OFICINA

No dia 30 de maio de 2009, as dezessete hora demos início a segunda oficina do Gestar II de LP no auditório da Secretaria Municipal de Cultura na Travessa Honorato Campos, Centro de São João da Ponte/MG.
Os professores quiseram iniciar a oficina com uma retrospectiva de conhecimento prévio, onde o leitor utiliza na leitura o que ele já sabe _ o conhecimento adquirido ao longo de sua vida. É mediante a interação de diversos níveis de conhecimento, como o conhecimento linguístico, o textual, o conhecimento de mundo, que o leitor consegue construir o sentido do texto. E por isso a leitura é considerada um processo interativo, justamente por apresentar diversos níveis de conhecimento que interagem entre si.
Essa segunda oficina pautou a reflexão do conjunto de noções e conceitos sobre o texto, que chamaremos de conhecimento textual, faz parte do conhecimento prévio e desempenha um papel importante na compreensão de textos. Foi discutido que a classificação do texto e feita a partir do ponto de vista da estrutura do seu gênero.
Podemos concluiremos que consideremos em primeiro lugar, a classificação do texto do ponto de vista da estrutura e depois para classificar como um gênero especifico.
Portanto, a importância do conhecimento prévio do leitor na compreensão de textos enfatiza nesta oficina onde o aluno e o professor poderá tonar-se ciente da necessidade da fazer da leitura uma atividade caractezada pelo engajamento e uso do conhecimento, em vez de uma mera recepção passiva. Recipientes não compreendem. Mostramos, através dos objetivos que determina, durante a leitura, as inferências que o leitor fará com base em marcas formais do texto. O conhecimento linguístico, o conhecimento textual, o conhecimento de mundo devem ser ativados durante a leitura para poder chegar ao momento da compreensão, momento esse que passa despercebido, em que as partes discretas se juntam para fazer um significado. O mero passar de olhos pela linha não é leitura, pois leitura implica uma atividade de procura por parte do leitor, no seu passado, de lembranças ou nostalgia e conhecimentos, daqueles que são relevantes para a compreensão de um texto que fornece pistas e sugere caminhos, mas que certamente não explicita tudo o que seria possível explicitar, por que precisa de alusões (contexto / pragmática).
Deu ênfase a forma do texto que determina até certo ponto os objetivos de leitura: sabemos que há um grande número de tipo de textos, como: contos, romances, fábulas, biografias, notícias, artigos de jornal, artigo cientifico, artigo de lei, ensaios, editorais, manuais didáticos, receitas (medicas e culinárias), bulas e cartas, poesia e poemas, carta ao leitor e do leitor, carta pessoal entre outros gt. Fica claro e parece claro que o objetivo geral de ler o jornal é diferente daquele quando lemos um artigo cientifico. No primeiro busca ver o novo, através das manchetes, o leitor busca fazer uma localização rápida enquanto que no último, seja lido procurando detalhes sobre o assunto, comparando com o que já se sabe sobre o assunto em quais outros suportes foram lidos.
Enfocamos que a capacidade de estabelecer objetivos na leitura é considera um procedimento metacognitiva, ou uma estratégia de controle e regulamento do próprio conhecimento que implica numa reflexão sobre o próprio conhecimento. Por exemplo: saber quando já estudamos o suficiente para saber uma matéria é um conhecimento alcançado através de uma reflexão sobre o próprio saber, e é considerado, portanto, conhecimento metacognitivo. Ou quando sabemos produzir um gênero textual seja para um texto humorístico, publicitário, literários ou não.
Um leitor ativo, realmente engajado e preocupado no processo, elabora hipóteses e as testa, à medida que vai lendo o gênero. Nesta perspectiva, fazem com que certos aspectos do processamento, essenciais à compreensão, se tornem possíveis, tais como o reconhecimento global e instantâneo de palavras e frases relacionadas ao tópico, se bem como inferências sobre palavras não percebidas durante o movimento do olho, durante a leitura que não é linear, o que permitiria ler tudo. Letra por letra e palavra por palavra, mas e sacádico, o que significa que o olho dá pulos para depois se fixar numa palavra e daí pular novamente uma série de palavras até fazer nova fixação.
A escolha dos gêneros textuais para atividade avançando na prática foi emocionante porque apresentaram os mais diversos gêneros, os que mais destacaram foram: fábulas, crônicas, receita culinária e contos, bilhetes e cartas pessoais. Os professores falaram os objetivos para seus alunos e eles escolheram o tema mais pertinente e aos seus anseios o que permitiu fazer bons trabalhos e contar com a correção do colega, com o professor ao nortear suas idéias ou enxurradas de pensamentos num “scriptum”.
Desse modo, findamos nossa oficina que embora essas atividades de natureza metacognitiva sejam ideossincrático, individuais, é possível o leitor propor atividades pelas quais a clareza de objetivos, a predição, a auto-indignação, frustração sejam cernes de aprendizagem de modo a propiciar assim contextos para o desenvolvimento e aprimoramento de procedimentos metacognitivos na leitura e produção de textos enquanto gêneros textuais.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

O PRIMEIRO ENCONTRO DO GESTAR II DE LÍNGUA PORTUGUESA EM SÃO JOÃO DA PONTE/MG


A “última flor do Lácio, inculta e bela” gestou em nosso seio a partir de sua concepção nesse município com a sua apresentação aos professores de LP e participação dos mesmos em questionar o que é o Gertar II? O que fazer? Como fazer os estudos? E qual carga horária é preciso ter para fecundar este sêmen que permeia entre docentes enquanto pesquisadores estudiosos da metalinguagem e participação continuada de professores? E em seguida fui respondendo as perguntas e tirei as suas dúvidas ou observações feitas que apontassem outras direções que não promoviam a integridade do espaço escolar com os diversos gêneros que permeiam na sociedade através das mídias que fixam saberes e conhecimentos num dado suporte de divulgação.
As oficinas de apresentação do curso foram realizadas nos dias 09/05/2009 e 16/05/2009.
No primeiro encontro iniciamos o gestar II informalmente com um diálogo entre os professores cursistas. Em seguida falei o “título” do programa; o objetivo geral que é a construção de uma proposta de trabalho participativa e interativa dos educadores das séries finais do Ensino fundamental, construção de uma Proposta Pedagógica do Gestar, implementação e definições dos papéis dos atores do Gestar enquanto professores educadores da língua materna em diversos Gêneros Textuais que circulam e estão vinculados numa sociedade como suporte de informações num eixo comum dos gêneros.
Recordamos que Gênero é o agrupamento de indivíduos, objetos que tenham características comuns ou a forma como se manifesta, social e culturalmente.
Logo depois, fiz a chamada e fui entregando os kits ou os livros aos professores que ali estavam, riam e davam gargalhadas com o volume, mas em seguida diziam “esse material é fecundo como o do Procap”. Eles desfolhavam os livros, enquanto isso, eu dizia a eles a quantidade e como são distribuídos os cadernos: em um guia geral, seis TP’s, seis AAA’s versão do professor e seis versões do aluno. Cada unidade é composta por três seções e a cada duas seções devem aplicar uma atividade e entregar um relatório como foi a participação dos alunos nessa atividade desenvolvida dentro da sala de aula.
Os professores participaram com argumentos, debates, dúvidas, opiniões, e reflexões acerca do tema proposto, e, como estudar o material para a construção do saber num tecer de idéias e leituras objetivas, inferenciais e alusivas num texto de uso em um contexto social de uma dada sociedade.
Desse modo, concluímos o encontro despedimo-nos uns dos outros e solicitei-os para lerem o guia para debate, discussão no segundo encontro.
Já no segundo encontro os professores apresentaram um domínio linguístico teórico/prático a cerca do guia geral como na perspectiva duma formação continuada de professores de Língua Portuguesa, a objetivar a melhoria do processo de ensino aprendizagem do aluno e de si mesmo a partir da análise e pesquisa de dados e fontes bibliográficas ancoradas a estudos propostos ou dirigidos.
Os professores perceberam e disseram que a escola deve estar em constante avaliação e a cada problema descoberto devem mediar conhecimentos de modo a fazer uma intervenção pedagógica sob um olhar criativo, inovador onde todos podem compartilhar experiências e resolução de problemas, equalizarem uma forma de construção de saberes e competências dos professores.
No entanto, os professores enfatizaram que o professor não só deve ter acumulo de títulos, mas ancorar sua teoria e prática em saberes metalingüísticos, pragmáticos, lingüísticos nos conhecimentos populares, científicos, filosófico e religioso que transmitem na prática cotidiana da escola e com a dimensão formal da proposta descrita nos Paramentos curriculares nacionais.
Percebemos que nosso trabalho está centrado na troca de experiências e reflexões individuais e grupais; esclarecimentos de dúvidas, questionamentos constantes é preciso para compreender ou opinar idéias; planejamento e elaboração de situações técnicas de dirigir e orientar a aprendizagem (didáticas); fazer uma epistemologia crítica da prática em sala de aula e das atividades dos alunos por meio de uma auto-avaliação.
O ponto mais discutido, debatido e avaliado foi a própria avaliação do professor cursista em seu desenvolvimento profissional continuo durante o Programa Gestar II. E concluíram que então o professor será avaliado em sessões presenciais coletivas, pela produção do material ou relatório, pelo desempenho em sala de aula e por avaliações de conteúdo. E por último, pelas avaliações processuais realizadas por meio das Lições de casa ou das transposições didáticas durante o período do curso e que serão analisas e comentadas pelo formador.
No geral, os professores de LP portuguesa concluíram que o Gestar é uma gestação que será concebido durante dez meses para ter vida ativa e continua durante toda a sua trajetória na educação enquanto mediadores do conhecimento, articuladores de conceitos e linguagem.
Percebemos que a necessidade de pesquisar, refletir e analisar as situações da sua pratica, das atividades desenvolvidas pelos alunos devem ser diárias e norteadas por estudos bibliográficos numa concepção de gêneros textuais sobre umas perspectivas de fazer leituras: objetivas, inferenciais e alusivas.
Após estudo da implementação do Gestar II, os professores retomaram alguns pontos da unidade falando a página e o parágrafo para ser debatido, questionado, instigando proposta didática do saber fazer, ser e conviver com diferentes gêneros que permeiam a sociedade pós-moderna.
Contudo, os professores cursistas refletiram, observaram e meditaram sobre a apresentação do Gestar II em sua organização dos cadernos, unidades, seções, atividades e a pertinência de que cada seção traz seu objetivo, e logo no intróito uma reflexão sobre o tema ou titulo proposto em cada subcapítulo (seção).
Por último, houve agradecimentos recíprocos e o próximo encontro definidos em conjuntos para o dia 23 de maio de 2009.


domingo, 19 de abril de 2009

UMA FLOR DO CAMPO NO LÁCIO DA LÍNGUA PORTUGUESA

Entre o existir e o colher, o plantar da linguagem não padrão sobrevive nos lares pela linguagem informal e coloquial. Deste modo, durante toda a história da humanidade surgem entre as tipologias literárias uma outra classificação de textos que são os Gêneros Textuais (GT), que fluir no meio de um contexto social e circulam-na com informações, leituras objetivas, implícitas e alusivas.
Ao decorrer dos anos, os homens construíram suas sagas, ode e paixões pela guerra ou vitória. Com isso foi necessário reorganizar seu sistema de escrita cuneiforme para pictóricas, depois escrita fénicia para "etrusco", latim vulgar e finalmente português brasileiro.
Podemos verificar que os GT's surgem na sociedade para a sociedade como meio de informar, comunicar, anunciar, persuadir as nações em seu esplendor econômico, social e político.