domingo, 30 de agosto de 2009

OFICINA E PROCESSOS DE ESCRITA I TP4

Nas oficinas desta TP 4 as discussões que pautaram nosso debate foram às experiências vivenciadas pelos professores cursistas com os seus alunos que não lêem, e quando ler não compreende o texto.
Quando todos analisaram as atividades do avançando na prática dentro da sala de aula foi notável a necessidade da leitura como processo básico da produção, ressaltaram que por mais que nossos alunos que lêem, não conseguem se informar através da leitura. O ler, o interpretar, o compreender e o produzir tem que ser um exercício diário na sala de aula por todos os professores com seus alunos e isso faz com que os representantes de outras disciplinas acreditam que só professor de língua portuguesa que deverá ensinar o letramento.
Dentro do fórum foi citado o autor Carlos Alberto Faraco (2003), que afirma: “não basta praticar a leitura, a escrita e o falar, juntos com esta e para garantir sua eficácia é importante adquirir um saber que e a linguagem verbal”. É preciso trabalhar o aluno lapidando-o para a oralidade e a linguagem verbal.
Para gerar discussão os professores alunos sempre dividem a turma em pequenos grupos que eles desenvolvam os objetivos propostos, mas alguns não conseguem por não participar das atividades de maneira ativa por ser tímidos, ou sentir constrangido no ato de expor conhecimentos.
Com o avançando na prática, os professores relataram que a cada atividade aplicada durante sua execução puderam perceber que eles apreenderam novas técnicas que auxiliarão em ações futuras e que poderão levar os alunos a refletirem comportamentos e atitudes, possibilitando novas formas de pensamentos e atuações em seu meio social.
Os professores enfatizaram que sempre trabalham teoria e pratica simultaneamente e durante a realização das atividades do avançando na pratica a linguagem oral e escrita versam entre si para atender as exigências significativas dos alunos em fundamentar seu conhecimento e servir-se dos saberes lingüísticos.
Os tipos de leituras mais exploradas foram: grupal, silenciosa e em voz alta.
Os professores em suas discussões perpassaram os muros da escola de modo a contemplar a formação do aluno enquanto cidadãos atuantes que refletem sobre os papéis sociais e suas intencionalidades e de que a conscientização e a educação são fatores que fazem o homem a viver e conviver em sociedade.
Nas atividades aplicadas em sala de aula sempre a primeira leitura é em voz alta, em seguida uma interpretação oral e outra escrita. Reconhecemos que as produções de textos e conhecimentos lingüísticos não devem ser abordadas de maneira isolada, mas sim como um todo indivisível.
Depois de ler o texto ou as atividades propostas no avançando na prática muitos alunos tiveram dificuldades em identificar a temática do texto e fazer comparações entre eles. Alguns alunos não tiveram facilidade em distinguir e fazer relações entre dois textos e o que eles tinham em comum, a tornar necessário a orientação do professor através de indagações pertinentes aos objetivos propostos para eles chegarem a conclusão da temática do texto. Já os demais, identificaram sem muita dificuldade o tema dos textos, respondendo com facilidade as questões propostas.
Desse modo, as oficinas foram estimuladas pela confiança mútua e respeitosa, foram feitas indagações pertinentes sobre o que é leitura. No geral os professores cursistas disseram que não havia chegado a uma conclusão prática de leitura nesse instante comentei que leitura é como uma vidraça transparente que você conhece o ato de ler, mas não domina e nem saber como quebrar a barreira para dar continuidade e avançar na prática. Porém, só se estabelece e cria leitores quando você ler e ensina a ler os alunos. Percebem se a leitura fluente com oratória nos alunos que vão passando de série e avançando em seus estudos após anos de conhecimentos adquiridos. Portanto, ler é obedecerem aos sinais de pontuações que regem partes da compreensão dos enunciados.
Alguns dos professores perceberam e se deram conta de suas necessidades teóricas ou aparato teórico mesmo antes da oficina por pesquisar outros autores que escrevem sobre o tema leitura e processos de escrita.
As analises de gêneros textuais dentro da sala de aula foram finitas, mas abrangentes ao termo de complexidade dos alunos por ainda estarem e viverem limitados a um mundo linguístico social pequeno. Por ainda não serem bons leitores assíduos a literatura ou quaisquer outros gêneros ou tipologias textuais que circulam na sociedade. Entre eles o mais discutido, analisado foi o publicitário que misturam linguagem visual e verbal, assim bem como a tira, a charge e as historinhas em quadrinhos.
Nas oficinas conversamos sobre o gênero publicitário no mundo da aldeia global orientando e conscientizado sobre o consumo em massa paralelamente com o desperdício de alguns produtos.

Um comentário:

  1. Acredito que você deve ter sentido a mesma necessidade que eu senti: mais um encontro em que os professores pudessem apresentar a aplicação de suas leituras acerca de como trabalhar a leitura com os alunos ou, então, de como começar a mexer com essa ferramenta juntamente com os seus alunos.
    Quem sabe o trabalho com as demais TP não favorecerá esse encontro e essa prática?!
    Um abraço.

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Muito obrigado por contribuir com sua argumentatividade.